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10 dicas para andar de bike em SP

Andar de bike em SP, dá?

Claro que dá! Sampa tem um trânsito carregado, é verdade, mas se comparado com algumas outras cidades do Brasil (e do mundo, não se engane), é um “caos” super organizado. Acredite.

E no meio dos carros, ônibus e táxis, quem vem ganhando cada vez mais espaço, seguindo a tendência mundial de mobilidade é a bicicleta. E não estamos falando somente do crescimento das ciclovias na cidade. Com o aumento gradual do número de ciclistas, cresce também o número de estabelecimentos e serviços dedicados aos meio de transporte, sejam bares, tours e até um mapa interativo.

Confira as 8 dicas que separamos pra você curtir Sampa com sua magrela. Boa pedalada! 😉

 

1- Avenida Paulista aberta

Vamos começar pelo começo. A mais famosa via da cidade agora fica aberta aos domingos para que os paulistanos e visitantes possam curtir o dia com amigos e família. Uma boa notícia para os fãs de bike, que poderão pedalar livremente das 9h às 17h, sem o fluxo dos carros, que ficam impedidos de circular nesse período. Durante a semana, a Paulista também abriga uma ciclovia no canteiro central, inaugurada no dia 28 de junho, último dia do 1º ExploraSampa Weekend, que se estende por sua continuação, a Avenida Bernardino de Campos. Antes do fechamento oficial aos domingos, já haviam projetos que permitiam a locação de bicicletas para pedalar pela Paulista, mas agora ficou muito mais gostoso.

Foto: Mariana Gil / EMBARQ Brasil

Foto: Mariana Gil / EMBARQ Brasil

 

2- Mapa interativo de locais bike-friendly

Para não se meter em roubadas e saber os lugares que recebem bem os ciclistas, o projeto BikeIT! oferece um mapa interativo para saber quais estabelecimentos que são ou não bike-friendly, com publicações colaborativas de relatos de usuários, que marcam se o local está aprovado ou reprovado. Vale salvar nos favoritos.

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3- Conheça SP pedalando

Passeios turísticos de bicileta são comuns em várias partes do mundo e São Paulo não podia ficar de fora dessa. O Bike Tour SP oferece diversos roteiros com áudio-guia para grupos de até 10 pessoas e de graça, pedindo somente doação de alimentos não perecíveis para a Instituição Bezerra de Menezes. O paulistano, que representa 95% do público, ou o turista podem pedalar e ainda ajuda os outros, reforçando as bases do projeto: bike, cultura e solidariedade. Um dos passeios é feito nas bicicletas adaptadas para pessoas com mobilidade reduzida como idosos e deficientes físicos e é chamado de “Trenzinho Bike Tour SP”. As inscrições podem ser feitas pelo site.

 

4 – Bicicleta nos trens e Metrô?

Pois é. Apesar da grande circulação de pessoas todos os dias na malha ferroviária da capital paulista, os ciclistas não foram esquecidos e podem circular com suas bikes em horários pré-definidos. Na CPTM, a circulação está liberada aos sábados, das 14h à 1h, e aos domingos e feriados, das 4h40 à 0h. No Metrô, o horário é ainda maior: de 2ª a 6ª, das 20h30 à 0h; sábados, das 14h à 1h; domingos e feriados, das 4h40 à 0h. O Metrô ainda oferece bicicletários em 13 estações: Sé, Liberdade, Paraíso, Tamanduateí, Vila Madalena, Corinthians-Itaquera, Guilhermina-Esperança, Carrão, Brás, Santa Cecília, Pinheiros, Butantã e Fradique Coutinho. Antes de levar sua bike pra passear de Metrô e trem, confira as normas e orientações.

Foto: Divulgação / Metrô SP

Foto: Divulgação / Metrô SP

 

5- Viagens de bike a partir de SP

A Pediverde Cicloturismo oferece viagens, ou “cicloviagens” para 12 destinos do Estado de SP, como Petar, Santos, Pedra do Baú, Núcleo Engordador e Rota da Senzala. Além disso, eles vão além oferecendo passeios mais distantes como a Serra da Graciosa, no Paraná; Bonito, no Mato Grosso do Sul; Machu Picchu, no Peru e até o Caminho de Santiago de Compostela, na Espanha.

Divulgação

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6- Cafés, bares e lanchonetes para ciclistas

Além dos passeios e o uso da bike em si, São Paulo tem opções para os ciclistas darem uma pausa na pedalada, mas sem sair do clima. Cafés como o KOF (King of the Fork) e Preto Café inovam no trato de diferentes maneiras. O primeiro, além do café e das comidinhas, vendem acessórios. Já no segundo, o ciclista paga o quanto quiser no pedaço de torta. Pra quem quer engordar as calorias que perdeu, o Bike Burger fica na esquina da Alameda Rio Claro com a Avenida Paulista de 2ª a 6ª, das 12h, às 22h (mas vale confirmar pelo site onde eles estarão). Outras opções incluem oficinas que também são bares. Em Pinheiros, os amantes das duas rodas tem opções como o Las Magrelas, que tem um cardápio de bar e lanchonete junto com o “menu” da oficina, e o Aro 27, que mistura loja, oficina, café e park ‘n shower. Esse último serviço vem do conceito de bike stop, que une estacionamento e vestiários equipados para o ciclista tomar banho, tirar o suor e sair pronto pra outro compromisso. Ele também é oferecido pela Dress Me Up!, que fica próximo à Berrini, conhecida região de grandes prédios comerciais da cidade.

Foto: Divulgação

Foto: Divulgação

 

7- Espaços de arte e cultura com bicicleta

Além de capital gastronômica, São Paulo também fervilha cultura e, já que o assunto é bike, ela não fica de fora. Na Praça Velorama, pertinho do Parque Ibirapuera, sua companheira de pedaladas pode encontrar arte, música, esporte e comida. Tá valendo, né? O Trackers, espaço ligado a música com baladas e shows, oferece em boa parte dos seus eventos, gratuidade pra quem for de bike. É importante checar por e-mail a disponibilidade informando qual evento quer participar, com nome completo do ciclista e marca e modelo da companheira inseparável.

Foto: Bruno Trindade dos Santos / Velorama

Foto: Bruno Trindade dos Santos / Velorama

 

8- Pedalada Pelada

Desde 2012, São Paulo participa do evento mundial World Naked Bike Ride (WNBR), traduzido pro português como Pedalada Pelada, onde ciclistas pedalam nus ou seminus, usando a nudez para chamar a atenção para mais respeito no trânsito e incentivar o uso da bicicleta como meio de transporte nas grandes cidades, como opção ao carro e por um mundo mais sustentável.

Foto: Rachel Schein / Vá de Bike

Foto: Rachel Schein / Vá de Bike

 

9- Praça do Ciclista e Ghost Bike

Na ponta da Avenida Paulista que cruza com a Rua da Consolação, fica a Praça do Ciclista, um ponto de encontro dos que escolheram as duas rodas como meio de transporte. Ainda na Paulista, em frente ao novo Shopping Cidade São Paulo (veja a localização), fica o Memorial Márcia Prado (Ghost Bike), em homenagem à ciclista Márcia Prado, que faleceu nesse local em 14 de janeiro de 2009, vítima de um motorista de ônibus irresponsável.

Foto: Abilio Guerra / Vitrivius - Arquiteturismo

Foto: Abilio Guerra / Vitrivius – Arquiteturismo

 

10- SP de Bike

Além de tudo isso, a cidade ainda tem um site turístico específico pra quem curte pedalar. O SP de Bike traz roteiros de bicicleta por São Paulo, o mapa cicloviário da capital, dicas de aplicativos para locação de bike e locais bike-friendly. Vale conferir as orientações de etiqueta e segurança para pedalar por aqui.

Reprodução

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Não deixe de comentar essa matéria com as suas dicas pra andar de bicicleta em São Paulo.
E, se você está vindo conhecer a cidade, busque aqui os melhores preços de hoteis e hostels em SP.

Vamos fazer da nossa cidade mais gostosa do que ela já é. Pedale em Sampa!

 

Fotos:
Capa – Marcel Maia
Avenida Paulista aberta – Mariana Gil / EMBARQ Brasil
Pedalada Pelada – Rachel Schein / Vai de Bike
Ghost Bike – Abilio Guerra / Vitrivius – Arquiteturismo
Bicicletário – Metrô SP
Velorama – Bruno Trindade dos Santos / Velorama

Rafael Leick

Rafael Leick

Editor em ExploraSampa
Paulistano, publicitário e gerente de projetos. Morou em Londres, é fascinado por conhecer pessoas e considera viajar o melhor jeito de explorar a si mesmo. Até hoje, pôs os pés em 21 países e mais de 50 cidades, escreve sobre isso desde 2009 no Viagem Primata e em 2014 lançou o Viaja, Bi!.
Rafael Leick

5 Comments

  • Éllio

    / Responder

    São Paulo é uma cidade incrível e disseminar a bike é fundamental, adorei!

  • Colla

    / Responder

    Andar de bike é incrível, ainda mais com um cenário como São Paulo. É só pegar os tênis e ir para dentro.

  • Hosting

    / Responder

    A ideia e que o carro tenha sempre que sair da pista em que esta para que possa fazer a ultrapassagem. Algumas pessoas tem a impressao de que andar na direcao contraria dos carros e mais seguro, por conta da melhor visibilidade em relacao aos automoveis.

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