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O colorido do Holi Festival das Cores 2014 no Ibirapuera (SP)

Neste último sábado, 25 de outubro, aconteceu no Parque do Ibirapuera, em São Paulo (SP), mais uma edição do Holi Festival das Cores 2014. Foi a primeira vez que participei do evento e, sem dúvida alguma, foi uma das experiências mais surreais que tive, uma tarde simples e deliciosa como eu tinha na infância e que se perdeu com o tempo.

Para quem não conhece, o Festival das Cores, conhecido como Holi, é um evento que nasceu na Índia e se espalhou pelos países do Hemisfério Norte para comemorar a chegada da Primavera. A ideia por trás do festival, sob o clima de celebração da estação das flores, é fazer as pessoas ficarem mais unidas, com mais paz, em uma grande mistura de cultura. E aí entram as cores: para simbolizar essa “mistura”, o Holi tem como tradição as pessoas se jogarem pó colorido (feito à base de amido de milho) e transformarem o festival em uma grande aquarela.

Comprei 6 doses de pó colorido, uma camiseta e um porta-cores no site do Holi e fui ao Parque do Ibirapuera sozinho conhecer o festival. Durante todo o dia, das 10h às 18h, o Holi desenvolveu diversas atrações, como aulas de yoga, shows ao vivo, DJs e outras intervenções artísticas. Cheguei por volta das 13h30 e fiquei impressionado com a quantidade de pessoas que se amontoavam ao lado do Auditório do Ibirapuera, onde muitas tendas e um grande palco haviam sido montados.

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Foto: Paulo Basile

Embora eu tenha torcido o nariz um pouco para a organização das tendas (fila enorme para trocar o meu ingresso por vale-cores; filas enormes, com muita muvuca, para pegar as cores; empurra-empurra para se movimentar de um espaço para o outro), o clima era muito gostoso: pessoas de todas as idades dançando, jogando pó colorido umas nos rostos das outras (para o nariz e olho, não foi nada legal!), pintando camisetas, fazendo mechas no cabelo e se divertindo como crianças.

Além dos porta-cores, que eram parecidos com tubos de ensaio onde o pó era depositado, valia tudo para trocar o vale comprado pelo pó, usando de sacos plásticos a copinhos. O importante era não sair do evento com a roupa limpa. E era realmente impossível isso, pois todos viravam amigos lá e se sujavam juntos. Eu mesmo, durante muito tempo, fiquei sozinho no evento, mas fiz muita amizade e recebia muito pó na cara de desconhecidos!

Ao redor da área onde ficava o palco, muitas pessoas se deitavam na grama sozinhas, em casais, em rodas de amigos, e ficavam apenas curtindo as brincadeiras mais de longe, com uma cervejinha na mão e muita tinta no cabelo.

Vale lembrar que o Holi Festival das Cores é diferente de outros festivais parecidos, como o Holi One e o Happy Holi Festival, que já tiveram e ainda terão este ano algumas edições no Brasil. Enquanto o Holi original é gratuito e tem como filosofia a simples comemoração da chegada da primavera, os outros dois são eventos pago (os ingressos ano passado para o Holi One custavam nada menos que R$ 140!) e caracterizados pela forte presença de música eletrônica, com muitos DJs famosinhos que tocam no festival.

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Foto: Paulo Basile

O Festival das Cores não é assim. Este é um evento aberto a todos, que não exige que você pague qualquer coisa, apenas que se divirta. Em uma cidade gigante como São Paulo, cheia de atrações dos mais variados preços e públicos, juntar milhares de pessoas diferentes em um parque num sábado cinzento apenas para que elas se joguem pó colorido é algo realmente para se celebrar. Por um momento, esquecemos a poluição chumbo do céu, os arranha-céus sem cor, o cinza do trânsito, e colorimos São Paulo. E como a cidade ficou mais bonita e alegre!

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Foto: Paulo Basile


Programação Holi Festival das Cores 2014 – São Paulo

10h – Abertura + Yoga + Meditação Coletiva
11h – Dança Indiana “Bharatanatyam”
11h15 – Música Indiana “Bhajans”
12h15 – TK and Nam Rock
13h30 – Xaxado Novo
14h30 – Bloco Kaya na Gandaia
15h15 – DJ Piero Chiaretti
16h30 – Jam Session Verdi

Paulo Basile

Paulo Basile

Autor convidado em ExploraSampa
Jornalista, trabalha com conteúdo digital, e é curioso desde o primeiro dia de vida. Adora viajar, conhecer novos países, novas culturas e fazer amizade entre uma cerveja e outra. Tem paixão por transformar suas experiências de vida em histórias para serem compartilhadas e todos poderem conhecê-las.
Paulo Basile

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