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Trilhas no Parque Estadual da Cantareira (SP)

É quase consenso geral que segunda-feira é sempre um dia complicado no retorno ao trabalho depois do descanso do fim de semana, certo?

Mas uma dica pra acabar com a preguiça pré-semana do domingão e se encher de energia nova pra enfrentá-la, é fazer as trilhas do Parque Estadual da Cantareira.

Localizado na Zona Norte de São Paulo (SP), esse é o maior parque urbano com mata nativa do mundo. Concorre de perto com o Parque da Tijuca, no Rio de Janeiro, mas o paulista, em metragem, é ainda maior.

O Parque da Cantareira abrange 4 municípios e é dividido em 4 núcleos: Pedra Grande (São Paulo), Águas Claras (Mairiporã), Cabuçu (Guarulhos) e Engordador (Caieiras). Cada núcleo foi aberto ao público em uma data diferente, sendo o da Pedra Grande em 1989.

E esse foi o que visitei no último domingo com um amigo e um casal dos Estados Unidos que estavam no Sofá do Rafa pelo Couchsurfing. Eles gostam de atividades outdoor (ao ar livre) e consideraram esse o melhor passeio que fizeram em SP.

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Localizado bem perto do Horto Florestal, o Cantareira leva esse nome por conta de um apelido que os exploradores antigos deram à Serra, pela quantidade de mananciais e nascentes por ali. Esse era o nome das prateleiras onde antigamente se armazenava água em jarros de barro.

Com fauna e flora bem diversa, você pode começar sua trilha olhando para uma araucária e ver um bando de macaquinhos literalmente pulando de galho em galho!

A entrada do Parque da Cantareira custa R$ 9 (preço em setembro/2014) e estudantes pagam meia (R$ 4,50). Uma vez lá dentro, você pode circular entre os cerca de 14km de trilha entre os núcleos Pedra Grande e Águas Claras. Os outros dois núcleos só podem ser acessados por cada cidade.

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Boa parte das trilhas são asfaltadas, para caminhadas e permitindo que pessoas mais velhas ou com mobilidade reduzida possam também conhecer o local. Mas existem algumas trilhas afluentes dessa, que são no meio do mato. Quando você entra no parque, os monitores te orientam pelo mapa de madeira ali exposto, mas todas as trilhas são autoguiadas.

Essa primeira parte é cheia de subidas e descidas (mais subidas do que descidas), algumas consideravelmente íngremes. No caminho, há algumas bicas de água natural não tratada (sem cloro e flúor), mas nem sempre tem água por ali, ainda mais nesses tempos de escassez, então não esqueça sua garrafinha de água ou isotônico para se hidratar durante a caminhada, que da entrada até a Pedra Grande (cerca de 6,5km) dura cerca de 1h.

Chegando lá em cima, é sentar na pedra e apreciar a vista de São Paulo. Outra dica legal é levar um binóculo, para ir brincando de adivinhar onde é cada parte da cidade. Ali também estamos mais perto dos aviões que chegam ao aeroporto do que do topo dos prédios, então podemos vê-los mais de lado do que de baixo.

A volta é pelo mesmo caminho, mas com mais descidas, o que dá uma ajuda pro nosso fôlego. =P

O parque funciona das 9h às 17h, mas a entrada para as trilhas deve ser feito até, no máximo, 15h.

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COMO CHEGAR
Há ônibus para o Horto de algumas estações de metrô da Linha Azul, como Tucuruvi, Parada Inglesa e Santana.
Da estação Santana, por exemplo, você pode pegar, no terminal, alguns ônibus que passam pela Rua do Horto (ex.: Linha 1758-10 Jd. Antartica). O trajeto dura cerca de 30min. Peça para o cobrador te avisar que é no ponto da Rua do Horto que você quer descer (e fique perto dele pra lembrá-lo). Você ainda vai caminhar um pouco pela Rua do Horto até chegar à entrada do próprio Horto Florestal. Suba a ruazinha à direita para acessar a entrada do Parque Estadual da Cantareira.

Vale a pena passar o dia lá e ver a cidade toda da Pedra Grande.
Vai lá, #ExploraSampa!

 

Rafael Leick

Rafael Leick

Editor em ExploraSampa
Paulistano, publicitário e gerente de projetos. Morou em Londres, é fascinado por conhecer pessoas e considera viajar o melhor jeito de explorar a si mesmo. Até hoje, pôs os pés em 21 países e mais de 50 cidades, escreve sobre isso desde 2009 no Viagem Primata e em 2014 lançou o Viaja, Bi!.
Rafael Leick

2 Comments

  • Gabriela Palma

    / Responder

    Rafa, na próxima ida à SP vou incluir o Parque da Cantareira no roteiro 🙂
    Super bj!
    Gaby

    • Rafael Leick

      /

      Oie, Gaby!
      Eba, que bom que gostou. Vale super a pena incluir.
      É calmo, gostoso de fazer o percurso e não é tão pesado, além de uma vista bem interessante da cidade. 😉
      bjs

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